Barreiras de países vizinhos afetam setor calçadista brasileiro
A política de vizinhança não anda nada boa entre fabricantes de calçados do Brasil e os governos dos países da América do Sul. Medidas protecionistas, as chamadas barreiras comerciais, implantadas pela Argentina, Equador e Venezuela estão prejudicando os negócios do setor. Enquanto os argentinos seguem atrasando a liberação das licenças não-automáticas, os equatorianos criaram uma sobretaxa de 10% em cima do calçado.
Já com os venezuelanos há atraso nos pagamentos das compras feitas no Brasil.
Apesar do acordo feito em junho, o governo Cristina Kirchner não está cumprindo na íntegra o acertado, que era de agilizar as liberações das importações. Se no sexto mês do ano as licenças não-automáticas demoravam mais de 150 dias para sair, agora a média é de 100 dias, quando o prazo normal seria de até 60 dias. "Ainda não temos a velocidade que deveria ter. Está muito lento", disse o diretor-executivo da Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados), Heitor Klein.
Segundo ele, as importações para a Argentina estão muito baixas. Pelo acordo, os fabricantes brasileiros podem exportar 15 milhões de pares por ano (19% a menos dos embarques de 2008), mas pelo último levantamento da Abicalçados, o volume está em cerca de 6 milhões de pares. "Pelo menos o desvio de comércio (importações de países asiáticos) está sendo evitado pela Argentina, conforme foi acordado."
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