CMN dá mais liberdade para BNDES comprar ações de empresas
O Conselho Monetário Nacional (CMN) deu mais liberdade para o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) gerenciar as operações de "socorro" de liquidez das empresas, nesses tempos de crise. Qualquer participação acionária adicional que fizer, daqui para frente, ficará de fora do ajuste que o banco terá que fazer até junho de 2012.
Por exigência do Banco Central (BC), em atendimento às regras preventivas do acordo de Basiléia, as instituições financeiras devem limitar seus ativos imobilizados (bens móveis e imóveis, ações) a 50% do patrimônio de referência.
O BNDES consolidado, incluindo o BNDESPar, tem uma carteira imensa de participações acionárias, de empresas financeiras e não financeiras. E, por isso, está bem acima do limite.
O CMN deu prazo até junho de 2012 para o BNDES enquadrar as aplicações de recursos no ativo permanente. Do ano passado para cá, a instituição pública de fomento ganhou duas exceções para deduzir do limite.
A regra de hoje diz que "não serão computadas as ações adquiridas, de forma direta ou indireta, pelo banco em decorrência da execução de investimentos compatíveis com seu objeto social".







