Fim do IPI reduzido vai diminuir poder de compra do consumidor, diz Fecomercio
A não prorrogação da desoneração do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) para as mercadorias de linha branca e de automóveis, anunciada na quinta-feira (28) pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, irá diminuir o poder de compra do consumidor, segundo análise do presidente da Fecomercio (Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo), Abram Szajman.
“Estas medidas foram decisivas para o bom desempenho do varejo em 2009, mesmo sob uma crise de confiança internacional, e deveriam continuar (…) Elevar a carga tributária é, efetivamente, reduzir o poder de compra do consumidor”, diz.
De acordo com a Federação, os resultados positivos de consumo em 2009, principalmente sobre os produtos beneficiados com a redução do IPI, comprovam a tese de que não só a carga tributária é muito elevada no Brasil, mas também de que o governo deveria substituir o atual modelo de arrecadação por outro mais saudável, com alíquotas menores e um volume maior de transações.
Opinião parecida tem a Força Sindical, que disse, por meio de nota, que a prorrogação do IPI reduzido “poderá ser uma significativa redução na carga tributária, que já penaliza de forma nefasta a produção e a competitividade das empresas brasileiras”.
Além disso, o sindicato acredita que a eliminação do incentivo pode trazer incertezas para os setores envolvidos, gerando desemprego.
Os fabricantes de produtos eletroeletrônicos também criticaram a decisão do governo de não prorrogar o IPI menor para a chamada linha branca com eficiência energética.
De acordo com o presidente da Eletros (Associação Nacional dos Fabricantes de Produtos Eletroeletrônicos), Lourival Kiçula, existe o temor de que o fim da desoneração desestimule a produção de eletrodomésticos da linha branca com eficiência energética e também o consumidor, no que diz respeito à conservação de energia.
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