Analistas reduzem estimativa de inflação oficial para 2011 e 2012
A estimativa de analistas do mercado financeiro consultados pelo Banco Central (BC) para a inflação oficial neste ano caiu pela oitava semana consecutiva. A projeção para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) passou de 6,18% para 6,16%, segundo o boletim Focus, divulgado todas as segundas-feiras.
Apesar da queda, a estimativa está acima do centro da meta de inflação de 4,5%. Para o BC, essa meta só deve convergir para o centro em 2012, diferentemente dos analistas que esperam o IPCA em 5,15% no próximo ano. Mas essa projeção caiu 0,3 ponto percentual em relação ao boletim da semana passada.
A meta de inflação, que deve ser perseguida pelo BC, tem margem de 2 pontos percentuais para mais ou para menos, ou seja, o limite inferior é 2,5% e o superior, 6,5%.
Quando considera que a economia está muito aquecida, com trajetória de inflação em alta, o BC eleva a taxa básica de juros, a Selic. Na avaliação dos analistas, essa taxa deve encerrar 2011 em 12,50% ao ano, o mesmo patamar previsto anteriormente. Atualmente, a Selic está em 12,25% ao ano. Para o fim de 2012, a projeção subiu de 12,25% para 12,50% ao ano.
A pesquisa semanal do BC também traz projeções para outros índices de inflação. A expectativa para o Índice de Preços ao Consumidor da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (IPC-Fipe), neste ano, caiu de 5,83% para 5,71%. Para 2012, a estimativa passou de 4,80% para 4,79%.
A estimativa para o Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna (IGP-DI), neste ano, passou de 6,05% para 5,97%. No caso do Índice Geral de Preços de Mercado (IGP-M), neste ano, a estimativa também caiu, de 6,28% para 6,16%. Para 2012, a projeção para esses dois índices continua em 5%.
A estimativa dos analistas para os preços administrados subiu de 5% para 5,10%, em 2011, e permaneceu em 4,50%, no próximo ano. Os preços administrados são aqueles cobrados por serviços monitorados, como combustíveis, energia elétrica, telefonia, medicamentos, água, educação, saneamento e transporte urbano coletivo.
A estimativa de analistas do mercado financeiro para o crescimento da economia neste ano oscilou de 3,96% para 3,95%. Para 2012, a projeção para a expansão do Produto Interno Bruto (PIB), soma de todos os bens e serviços produzidos no país, permanece em 4,10%.
A expectativa para o crescimento da produção industrial foi mantida em 3,44%, neste ano, e em 4,50%, em 2012. A projeção para a relação entre a dívida líquida do setor público e o PIB foi ajustada de 39,26% para 39,18%, em 2011, e continua em 38%, no próximo ano.
A expectativa para a cotação do dólar ao final de 2011 foi mantida em R$ 1,60, neste ano, e em R$ 1,70, em 2012. A previsão para o superávit comercial (saldo positivo de exportações menos importações) foi ajustada de US$ 20 bilhões para US$ 20,05 bilhões, neste ano, e de US$ 10,08 bilhões para US$ 10,10 bilhões, em 2012.
Para o déficit em transações correntes (registro das transações de compra e venda de mercadorias e serviços do Brasil com o exterior), a estimativa continua em US$ 60 bilhões, em 2011, e em US$ 70 bilhões, no próximo ano.
A expectativa para o investimento estrangeiro direto (recursos que vão para o setor produtivo do país) passou de US$ 51,30 bilhões para US$ 51,85 bilhões, neste ano, e permanece em US$ 46 bilhões, em 2012.
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