Apex defende maior participação de pequenas e médias empresas nas exportações
Nos próximos 15 anos, o Brasil vai estar entre as cinco ou seis maiores economias mundiais mas, para que isso ocorra, o presidente da Agência de Promoção de Exportações (Apex-Brasil), Alessandro Teixeira, destacou ser fundamental reforçar no país o papel das empresas comerciais exportadoras, conhecidas como tradings.
As comerciais exportadoras desempenham função de destaque em todos os mercados prospectados pela Apex, salientou Teixeira. Na sua avaliação, elas podem melhorar a inserção de micro, pequenas e médias companhias nas exportações brasileiras, seja em termos de volume, como de qualidade. “A conclusão é que nós precisávamos retomar o trabalho com as tradings”.
A meta, revelou o presidente da Apex, é elevar em 10%, no ano que vem o número de micro e pequenas empresas exportadoras em relação a 2008, quando elas totalizaram 11.120 companhias, que geraram exportações de US$ 2,37 bilhões, ou o equivalente a 1,2% das vendas brasileiras ao exterior.
“As comerciais exportadoras podem dar uma musculatura maior ao comércio exterior brasileiro”, reiterou Teixeira. Segurança jurídica e risco mais baixo são alguns dos elementos positivos que as ‘tradings’ podem trazer ao comércio externo do Brasil, frisou.
Teixeira apresentou estudo realizado pela Fundação Getulio Vargas sobre o setor de tradings no Brasil, durante o 29º Encontro Nacional de Comércio Exterior (Enaex), realizado no dia 24 na Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan). Do total de companhias exportadoras existentes no país, 28%, ou 5.670, são tradings. Essas empresas comerciais exportadoras responderam por US$ 21 bilhões em exportações, no ano passado.
O catálogo eletrônico lançado pela Apex na internet já conta com 538 tradings cadastradas que devem exportar mais de US$ 3 bilhões até o final deste ano. Teixeira acredita que o número de comerciais exportadoras incluídas no Diretório de Tradings do Brasil poderá chegar, nos próximos dois anos, a 1.200 empresas. Para isso, a Apex já definiu estratégias comerciais para o próximo ano que englobam ações no Oriente Médio, Eurásia e Sudeste Asiático, com a participação de ‘tradings’.
De acordo com o estudo realizado pela FGV para a Apex, atualmente 30% das tradings são da área de máquinas e equipamentos. “Não tem como pensar em expandir o comércio externo se não tiver a expertise desse mercado das comerciais exportadoras”, assegurou Teixeira. Essa é, afirmou, uma ferramenta para que o Brasil possa enfrentar a concorrência dos mercados indiano e chinês.
O presidente da Sertrading, maior trading do Brasil, Alfredo de Goye, anunciou que já está sendo criada a Associação Nacional de Tradings, que busca a centralização da atividade no país.
Agência Brasil







