Países emergentes adquirem maior poder dentro do FMI, decide G20
As relações de poder no Fundo Monetário Internacional (FMI) vão passar por uma reforma profunda. Economias emergentes em expansão, como o Brasil, a China e a Índia, vão obter maior influência dentro da instituição e nas gestões de crises mundiais. A China terá a terceira maior cota do FMI; em compensação, as nações industriais do Ocidente delegarão parte de seu poder.
Isso foi o que decidiram os ministros das Finanças e os presidentes de bancos centrais dos países do G20, neste sábado, na Coreia do Sul. "O acerto está fechado", confirmou o ministro alemão da Economia, Rainer Brüderle, após o encontro de dois dias na localidade de Gyeongju, acrescentando que as negociações não foram fáceis. Para Brüderle, o consenso sobre a reforma provou a capacidade de ação do G20 e deu um sinal importante aos mercados.
Com isso foi resolvido um dos pontos mais polêmicos da pauta da próxima cúpula do G20, a ser realizada na capital sul-coreana, Seul, dentro de três semanas. Formalmente, outros países ainda teriam que votar, mas como as nações do G20 detêm 80% dos votos dentro do FMI, a decisão pode ser vista como definitiva.
A reestruturação do direito de voto e da participação dos 187 países-membros do Fundo Monetário Internacional (FMI) deverá dar conta do crescente peso de países emergentes em expansão, como Brasil, China, Índia e Rússia. Há pouco tempo, a China superou os Estados Unidos como segunda maior economia do mundo, após o Japão.
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