Empresas investem para ensinar regras
do
Acordo Ortográfico
Desde o ano passado, está em vigência o Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa que alterou não só a grafia, mas também o acento e a estrutura de algumas palavras. Saiu o trema, o hífen permanece em alguns casos e tudo se ajeita pouco a pouco, como era de esperar.
Em algumas empresas, a opção foi dar aos funcionários cursos rápidos com as novas regras. “Mas é muito difícil as pessoas assimilarem que ideia, por exemplo, não tem mais acento, ou que antissocial agora é escrito junto. Especialmente, quando o computador ainda acusa as palavras modificadas como erradas”, diz o professor de gramática Hélio Silva, que deu aulas in company sobre o Acordo.
Para evitar erros, também é possível fazer o download de alguns programas que disponibilizam a correção das palavras segundo as novas regras. Sites como o Baixaqui e Softonic, por exemplo, oferecem esse serviço gratuitamente.
A Academia Brasileira de Letras também dispõe de um link para quem tiver dúvidas sobre o acordo. Basta acessar o site e procurar o serviço “ABL Responde”.
Entre os membros da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP), Brasil, Portugal, Cabo Verde e São Tomé e Príncipe já ratificaram o acordo. Angola, Moçambique, Guiné-Bissau e Timor-Leste ainda não definiram quando irão adotar as novas regras.
No Brasil, o acordo foi firmado em 1990, aprovado pelo Congresso Nacional em 1995 e entrou em vigor em janeiro de 2009.
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