Remessas para América Latina devem diminuir 6,9%, prevê Banco Mundial
As remessas enviadas para a América Latina por seus emigrantes vão registrar queda de 6,9% em 2009, uma consequência da crise econômica, segundo estudo do Banco Mundial (Bird) publicado nesta segunda-feira (13), em Washington.
O Banco Mundial advertiu que esta queda será menor, no entanto, do que a esperada para o conjunto dos países em desenvolvimento, que é de 7,3% para 2009.
Durante 2008, a América Latina recebeu US$ 64,454 bilhões em remessas.
"As remessas significam uma proteção para muitos países pobres. Apesar de se mostrarem resistentes, mesmo uma pequena diminuição de 7 a 10% pode significar privações para os povos e os governos", afirmou Dilip Ratha, do grupo de perspectivas de desenvolvimento do Bird.
No entanto, os níveis das remessas podem ser mais afetados se a crise econômica mundial se prolongar, por movimentos imprevisíveis das taxas cambiais e por um reforço dos controles migratórios nos países desenvolvidos.
O relatório do Bird indica que em 2009 as remessas para os países em desenvolvimento no conjunto alcançarão US$ 304 bilhões, abaixo, portanto, dos US$ 328 bilhões de 2008.
México, Índia e China continuarão como os países que recebem mais remessas.
De acordo com o estudo do Banco Mundial publicado nesta segunda-feira, as transferências de recursos dos emigrantes para suas famílias começaram a faltar no quarto trimestre de 2008, após a intensificação da crise, diz a organização multilateral.
Portal G1







