Folha de pagamento do trabalhador industrial sobe em janeiro
O valor da folha de pagamento real dos trabalhadores da indústria brasileira, com ajuste sazonal, cresceu 5,1%em janeiro deste ano, na comparação com o mês anterior, após ter acumulado queda de 4,4% nos dois últimos meses de 2010. As informações foram divulgadas hoje pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
No confronto com igual mês do ano anterior, o valor da folha de pagamento real avançou 7,1%, 13ª taxa positiva consecutiva nesse tipo de comparação. A taxa anualizada cresceu 0,4 ponto percentual, ao passar de 6,9% em dezembro para 7,3% em janeiro, mantendo a trajetória ascendente iniciada em dezembro de 2009 (-2,4%). O resultado de janeiro é o mais elevado desde maio de 2005 (7,5%).
No indicador mensal, o valor da folha de pagamento real cresceu 7,1%, com resultados positivos nos 14 locais pesquisados. A principal influência foi observada em São Paulo (6,1%), em função do aumento do valor real da folha de pagamento em meios de transporte (11,9%), máquinas e equipamentos (12,0%) e produtos químicos (14,9%).
Outras contribuições relevantes vieram de Minas Gerais (18,3%), impulsionado pelos setores de meios de transporte (55,0%), de máquinas e equipamentos (26,3%) e de metalurgia básica (9,8%); de Rio de Janeiro (7,1%), por conta de meios de transporte (30,0%), indústrias extrativas (12,0%) e metalurgia básica (21,7%); e Paraná (7,4%), em razão dos ganhos vindos de meios de transporte (24,4%), de máquinas e aparelhos eletroeletrônicos e de comunicações (27,0%) e de produtos químicos (16,4%).
Setorialmente, o valor da folha de pagamento real cresceu em 14 dos 18 setores industriais, com destaque para meios de transporte (17,5%), máquinas e equipamentos (12,2%), produtos químicos (11,9%), produtos de metal (11,1%) e alimentos e bebidas (3,7%). Por outro lado, papel e gráfica (-10,9%) e madeira (-2,6%) exerceram os maiores impactos negativos sobre o total da indústria.
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