Líderes do G-20 afirmam que ainda é cedo para retirar estímulos à economia
Em reunião realizada na Escócia, os representantes do G-20 se comprometeram, em documento, a manter os estímulos à economia. Além disso, o Primeiro-Ministro do Reino Unido, Gordon Brown, propôs uma taxação às transações financeiras, rejeitada pelos principais líderes presentes.
O documento final trouxe poucas novidades, uma vez que já era esperado que os ministros e autoridades monetárias declarassem que as medidas de estímulo ainda não devem ser retiradas até que a recuperação econômica esteja assegurada. Ainda assim, os países devem começar a preparar as estratégias de saída, segundo relatado pelos analistas do Danske Bank, em comentário sobre a reunião.
O FMI (Fundo Monetário Internacional) listou sete princípios básicos para essas estratégias. O principal é que as autoridades monetárias se desviem de maiores estímulos à demanda, que o orçamento seja a principal prioridade e a política monetária seja ajustada de forma flexível.
Em abril do próximo ano será realizada nova reunião do G-20, em Pittsburgh, nos EUA. Em tentativa de coordenar políticas macroeconômicas globais, ficou acordado que os países do G20 terão de apresentar seus planos econômicos até janeiro. O FMI e o G-20 revisarão os planos até abril e as recomendações estarão prontas para aprovação em junho.
Os países reiteraram que uma proposta final acerca da regulação do sistema financeiro deve estar pronta no final de 2010, com o objetivo de estar plenamente implementada até o final de 2012. A publicação da proposta do Comitê de Basiléia deve conter novas regras de capitalização, um novo pilar de liquidez na regulação, limites de alavancagem financeira e um ambiente especial para a regulação sistêmica de importantes instituições financeiras.
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