Empresas brasileiras encolheram no exterior em 2009, diz estudo
A crise econômica global de 2009 fez as multinacionais brasileiras reduzirem presença no exterior, em meio às incertezas no ambiente internacional, apontou estudo divulgado nesta terça-feira pela Fundação Dom Cabral. Levantamento com base nas informações fornecidas pelas maiores transnacionais brasileiras revelou que, em média, a receita com vendas fora do Brasil caiu quase 16% no ano passado, para R$ 126,2 bilhões.
Os ativos dessas mesmas companhias no exterior apresentaram em 2009 redução de 12,4%, para R$ 183,6 bilhões, "possivelmente pela venda de negócios, diminuições nas participações ou fechamento das subsidiárias que mais sofreram com a turbulência financeira". Além disso, a desvalorização do dólar teve influência nesse resultado, ao reduzir o valor em reais dos ativos.
Dos itens analisados pela Fundação Dom Cabral, apenas o número de funcionários em empresas no exterior controladas por grupos brasileiros subiu, com avanço de 13,7%. "Isso pode indicar que as transnacionais continuam crescendo e planejando expansões nacionais e globais", segundo o estudo.
O frigorífico JBS aparece no topo da lista de 2010, com índice de internacionalização de 0,616 - calculado com base em receita, ativos e funcionários no exterior. A JBS tem 83,6 por cento das vendas e 64% das vendas no exterior, ainda que seus ativos fora do Brasil representem menos, 37,3% do total.
A Gerdau aparece em seguida, com índice de 0,495. A siderúrgica tinha pouco menos da metade das vendas e dos empregados no exterior, mas 54,4% dos ativos fora do Brasil no fim de 2009.
O levantamento não leva em conta instituições financeiras.
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