Governo quer estimular cabotagem
O ministro Pedro Brito admitiu que preço do bunker na navegação de cabotagem é muito alto; investimentos nos portos estão mantidos.
O ministro dos Portos, Pedro Brito, disse ontem que o governo está empenhado em adotar medidas que reduzam o custo da cabotagem e aumentem a utilização do modal diante do transporte rodoviário - hoje, responsável por 48% da matriz brasileira.
"Transportar veÃculos em caminhões de São Paulo para o Nordeste foge a qualquer racionalidade, tendo disponÃvel, para isso, a navegação de cabotagem que pode fazer o serviço com muito mais eficiência e menor custo", disse Brito. O ministro esteve em Santos para participar de evento que homenageou a presidente da Abtra (Associação Brasileira de Terminais e Recintos Alfandegados), Agnes Barbeito, pela atuação no setor.
A estratégia do governo está centrada "na criação de estÃmulos", como uma relação mais equilibrada do preço do bunker. "O custo do combustÃvel é diferenciado para a navegação internacional e a cabotagem, que paga um preço maior. Outra questão é a produção nacional, que para o PaÃs é importante. Nesse sentido, a decisão do presidente Lula de desenvolver a indústria naval brasileira é fundamental para ampliar a capacidade de atender à demanda (de navios)".
Segundo o ministro, o desenvolvimento da cabotagem "faz parte da logÃstica que o PaÃs precisa ter para ser mais eficiente, reduzindo custos e agressões ao meio ambiente". Em relação à crÃtica de armadores que argumentam não operar na cabotagem devido à exigência da bandeira brasileira, Brito foi incisivo: "Aquilo que for lei não podemos mudar, apenas com revisão legal". E finalizou: "Precisamos dar condições de financiamento para que a cabotagem possa fazer as aquisições de navios que precisa".
Sobre a crise financeira, o ministro garantiu que os investimentos estão assegurados. "O Brasil está numa situação diferenciada", disse, citando os 11 projetos para construção de terminais portuários no Estado do Rio de Janeiro e os de novos terminais de contêineres no Porto de Santos - especificamente, o Brasil Terminal Portuário (investimento da Europe Terminal, cujo maior acionista é a MSC) e o da APM Terminals, o braço portuário do grupo A.P. Moller-Maersk, avaliados em US$ 600 milhões e US$ 650 milhões, respectivamente. "Todos os investimentos programados estão mantidos".
(Fonte: Portal Guia News)






