Risco-paÃs em queda constante
Depois de um perÃodo em alta decorrente da insegurança na economia global caracterÃstica de um perÃodo de crise, o risco-paÃs, que chegou a passar dos mil pontos em meados da década de 90, encerrou o mês de maio abaixo dos 300 pontos. O bom momento sinalizado pelo Ãndice, que busca dimensionar o grau de instabilidade econômica de uma nação, pode significar mais investimentos vindos de fora à vista para o Brasil, segundo especialistas.
Calculado pelo banco americano JPMorgan Chase, o indicador de risco-paÃs reflete a diferença entre os rendimentos dos tÃtulos da dÃvida externa brasileira e os das notas do Tesouro americano. A comparação baseia-se no fato de os Estados Unidos – ainda – serem considerados o paÃs mais solvente do mundo. O Ãndice busca dimensionar o grau de instabilidade econômica de cada paÃs, o que o torna fundamental para as perspectivas imediatas das economias emergentes.
Para o economista-chefe da Confederação Nacional do Comércio (CNC), Carlos Thadeu de Freitas, fatores como a dÃvida externa sob controle, os sinais de retomada da atividade econômica e o processo de normalização do crédito externo, especialmente em relação à solvência do paÃs, são determinantes para a trajetória de queda do indicador.
– O risco-paÃs tem caÃdo porque houve melhora na aversão ao risco em geral. Os paÃses emergentes têm verificado uma entrada maior de capital – diz o ex-diretor do Banco Central.
Já o economista Paulo Rabello de Castro, fundador e presidente da agência de classificação de riscos SR Rating, afirma que a tendência de queda do indicador é mais uma consequência da visão positiva dos mercados em relação à s perspectivas da economia brasileira do que uma possÃvel causa de maiores benefÃcios. Rabello de Castro admite, no entanto, que o menor risco-paÃs pode contribuir a eventual entrada de capital estrangeiro no paÃs.
– A taxa cai quando há interesse na economia brasileira no tocante a novas operações – destaca o especialista. – É uma melhora apenas nas expectativas, embora, num segundo momento, possa trazer mais investimentos ao paÃs.
Fonte: Jornal do Brasil





