Brasil descarta inflação por aumento de demanda
O ministro da Fazenda, Guido Mantega, ao se reunir com empresários em São Paulo, descartou que se presente inflação no país pelo aumento da demanda industrial. Após um encontro com empresários na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Mantega rejeitou a possibilidade de inflação este ano e se mostrou confiante na "capacidade" da indústria brasileira para atender a demanda.
"A indústria está desde 2009 com capacidade ociosa e, além disso, está fazendo muitos investimentos. Não há nenhuma dificuldade para a indústria atender a demanda e, por isso, ficam afastadas as possibilidades de inflação por demanda", declarou o ministro à imprensa.
Sobre a elevação das taxas de juros, o ministro comentou que um aumento seria traduzido em um gasto público maior e iria na "contramão" da mudança, "com uma série de inconvenientes adicionais que podem ser gerados". No entanto, Mantega ressaltou que essa é uma decisão que compete "unicamente ao Banco Central".
A autoridade monetária, segundo Mantega, só aumentará as taxas de juros "se houver risco de não alcançar a meta de inflação".
A taxa básica de juros Selic está agora em 8,75% anual, após passar em 2009 por consideráveis reduções e depois voltar à estabilidade, com tendência de alta até 11% neste ano, com o reaquecimento da economia.
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